Austrália: A Austrália pelo olhar de Pássaros Feridos

Hoje, o fui logo Ali recebe o texto da Cintia Beatrice, minha colega de BPM e amiga querida, que mora na Holanda com o marido e a filha desde 2012. Ela escreveu para nós sobre a visão da Austrália pelo livro “Pássaros Feridos. Uma visão muito legal da terra dos cangurus através de um clássico da literatura.

(…) A terra pardo-acinzentada fervilhava de vida. Milhares de cangurus passavam em bandos, céleres, aos saltos, por entre árvores (…) avestruzes construíam seus ninhos no meio da planície relvosa.(…) A vida alada era tão rica e variada que as espécies novas pareciam não ter fim(…) “

Foi esse trecho do livro “Pássaros Feridos” que pela primeira vez me pôs em contato com a Austrália, que até então era para mim apenas um ponto perdido no Atlas escolar. Aos treze anos de idade já era uma leitora voraz e muitas vezes acabava com livros nas mãos, cujo conteúdo não era lá muito apropriado para a minha faixa etária. Esse foi o caso de Pássaros Feridos com a intensa história de amor entre um Padre e sua protegida.

O enredo me tocou de tal forma que reli o livro muitas vezes, durante os anos que se seguiram. E para mim a vibração da história permaneceu a mesma, mesmo que minhas reflexões sobre o livro tenham obviamente mudado, conforme eu ficava mais velha.

Uluru na Austrália

O grande fascínio entretanto, não é somente o romance base entre o Padre ( Ralph de Bricassat) e sua pupila ( Meggie) , mas sim como a autora conseguiu dar vida ao cenário da história. A Austrália aparece não só como o país aonde os personagens vivenciam seus dramas, mas sim como um organismo vivo e independente , que respira  , movimenta-se e abarca em seu turbilhão a vida dos envolvidos na trama.

passaros-feridos

É justamente o limitado universo da enorme fazenda Drogheda e a esterilidade de  sua própria vida que faz com que Mary Carson ( tia de Maggie) tenha como passatempo brincar com as aspirações mais íntimas de pessoas que lhe são supostamente queridas.  E como pano de fundo da teia que Mary Carson tece está a aridez da planície Australiana.

Lá uma infinidade de estranhos animais vivem e saber lidar com eles pode ser a diferença entre a vida e a morte . A dureza da vida em terras tão secas é superada, ou melhor é colorida e amenizada brilho das estrelas que cintilam mais intensamente longe das luzes elétricas das cidades.

As violentas e secas tempestades de raios, a alegria de uma revoada de cacatuas, a refrescância das chuvas, o cheiro confortável da terra úmida, nos remete ás próprias paixões humanas, tanto as reais quanto as retratadas nos livros.

“Passáros Feridos” despertou-me o desejo de conhecer a Austrália e sua história E aí está a riqueza da literatura, ela pode despertar o desejo de atravessar fronteiras, buscar o novo, ultrapassar limites.

Talvez a Austrália que eu imagino, esteja longe da construção mental que fiz atráves do livro, talvez a realidade seja outra. Mas, o fato que essa memória está condicionada ás palavras lidas e isso não tem volta.

Como não querer conhecer o seu sertão ? a natureza selvagem? suas praias e seu clima ? Como não querer percorrer os mesmos lugares dos personagens ?

“Pássaros feridos”definitivamente colocou a Austrália na minha lista de lugares a visitar.

E você já leu algum livro que lhe inspirou um desejo de viagem ? Conte para a gente.

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